Nando Coelho - O artista
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| nando (Fernando Coelho Alves Silveira) e sua amada onia (Sonia Maria de Souza Marques Silveira): casados há 53 aos). |
Nascido em Oswaldo Cruz - RJ, às bordas do grandioso Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano, viu a realeza verde-branca pintar e cadenciar todos os anos de sua infância, criando marcas indeléveis em sua personalidade e inspiração artística, profundamente ligada à cultura mais original de nosso povo rico, preto, mulato, branco, indígena e cuja profundidade cultural não se pode medir.
Anos depois, ao encontrar seu amor em Sonia (que vira onia para os amados e numerosos descendentes), faz de Nilópolis seu lar, onde marca a cultura e educação de toda a cidade com suas contribuições artísticas, mas especialmente pela educação, onde, professor, viu seu número de filhos de coração se multiplicar ao incontável e como secretário de educação, criou mais estruturas para que outros tantos professores fizessem suas próprias contribuições a essa causa.
Mas foi dentro de casa onde nando mais construiu. Cinco filhos e onze netos (por enquanto) formam um séquito fiel de seu legado. E como herança boa é dada em vida, é em seus livros que o autor deixa bastante do que moldou sua história, assim como da sua visão artística do mundo e da vida como presente que ultrapassa a linhagem de descendentes, mas se abre a todos aqueles que desejam abrir o coração e alma a viagens inesquecíveis.
Abaixo, conheça um pouco da obra potente e delicada desse doador de beleza à nossa cultura:
Noves fora é o último livro de Nando Coelho, mais uma vez uma miscelânea de contos, poemas, crônicas, pensamentos críticos ou não, em que temas os mais diversificados, como se poderá conferir, são evidenciados, como o mistério, o poético sempre, até erótico às vezes, inusitados espiritualistas, até familiares e mesmo pessoais. Uma grande variedade temática é enfim colocada em voga, sempre predominando o tom intimista, otimista, o amor sempre, o bom humor, também a reverência aos seus autores preferidos, buscando a todo momento fazer referência ao título, com a presença suave de um beija-flor, saído de uma refrega de dez, noves fora, em visita a cochilóquio, o refúgio dos sempres, no qual sacia sua fome incessante de sentimento poético, que lhe brota ininterruptamente por todas as penas...
É evidente que ponteia o tom poético, mesmo e até nas composições em prosa, como é bem do feitio de Nando, que o cultua naturalmente, como uma prece.São cento e onze textos mais os textos dos frutos, seus filhos, em geral curtos, que se pretendem de fácil e deliciosa leitura.
COCHILÓQUIO - Refúgio dos Sempres
Cochilóquio refúgio dos sempres é já o quinto livro de Fernando Coelho (nando), autor também de Livre voo livre, All, o menino invisível (ilustrado pela netinha, Helena Coelho, com apenas oito aninhos), Da emoção ao Cio e O menino que buscava pérolas, além de ativa participação em diversas antologias, tudo sempre pela All Print. O primeiro foi lançado no Teatro Jornalista Tim Lopes, em Nilópolis, em 2010; o segundo e o terceiro, simultaneamente, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2011; o quarto nessa bienal, em 2013; e este agora. Como em todas as suas obras (à exceção do segundo, que versa sobre estorinha infantil que contava aos seus netinhos de Brasília (Helena e Filipe), apresentam-se, sem uma ordem definida, em forma de coletânea de crônicas, contos, poesias clássicas e modernas, fábulas, enfim, ao sabor exato do que lhe dita a inspiração). O estilo de Fernando Coelho (nando) parece evoluir sempre, cada vez mais liberto de amarras ou códigos ou regras exteriores. Está sempre inovando, enveredando inclusive por caminhos sempre reinventados, como bem convém a um artista, sempre insatisfeito com o já realizado, e sempre em busca de novas concepções, novas sendas, novas emoções. Também nas artes plásticas, Fernando Coelho (aí, só nando) faz-se eclético, em que se deixa tomar por intenso delírio, com mais de cem quadros e diversas esculturas, em que também se misturam formas e concepções, entre o clássico e o moderno, o impressionismo e o expressionismo, o conceitual, o surrealismo. Alguns vêm servindo de capa para os seus livros, assim integrando seus distintos caminhos. Decerto, você também gostará de mais este rebento de Fernando Coelho (nando), o que, afinal, é-lhe o mais importante.
"O menino que buscava pérolas, quarto livro de Fernando Coelho, é, como os anteriores, uma coletânea de crônicas, contos, fábulas e poesias de todos os gêneros. Trata-se de uma obra muito importante para os professores de português e literatura, como o é o proprio autor, por apresentar as mais diversas formas de composição, numa linguagem muito objetiva e escorreita, bem servindo de exemplário em suas aulas referentes. Aos amantes do conto e da crônica rápidos, bem como de poesias clássicas, como o soneto, os versos metrificados, e de poesias modernas, inclusive com apresentação das últimas tendências poéticas, mais uma vez é-lhes servido um menu muito diversificado, repletos de concepções de vida bem atuais, quer no âmbito sentimental, quer no político-social. Pode-se afirmar, categoricamente, que o estilo de Fernando Coelho esmera-se neste seu quarto livro, com certeza motivando a plena aprovação de seus fiéis leitores. Estudiosos das send as literárias tem-no comparado, ao longo de suas composições, a eminentes figuras nesse contexto, quer no âmbito nacional, que no internacional. O poeta e escritor esquiva-se, timidamente, atribuindo à grande amizade de seus analistas. Os amantes da boa leitura não podem prescindir do encantamento que lhe é reservado nesta excelente obra literária."
Da Emoção ao Cio, é uma mescla de poesias, contos, crônicas e fábulas, em que se misturam ficção e realidade, com tipos e fatos do nosso cotidiano, nosso dia a dia, entre lembranças, saudades, em doces viagens por sonhos e realidades, por auroras boreais do nosso interior, entre raízes, envolvimentos em intimidades nossas, um quê, que justifique as tramas de venturas e lágrimas, alegrias e tragédias nossas, que ficam no tempo, mas que não perdem a esperança da chegança racional à fórmula ideal para, em plena liberdade, poder-se sonhar e se realizarem os sonhos.
Através da narração do avô e dos desenhos da netinha, e, por intuição da mãe desta, All veio parar aqui. É uma estorinha muito cheia de magias e de encantos e de cores e de fantasias, mas, acima de tudo, muito cheia de bons ensinamentos, de respeito a valores morais, tradicionais e espirituais. E ela, a nossa ilustradora, apesar da tenra idade (oito aninhos, na ocasião), foi determinante nos contornos, nas cores, nos tipos, enfim em toda a contextualidade dos quadros oferecidos. Suas ilustrações, inclusive a capa, são somente frutos de sua sensibilidade, sem qualquer interferência exterior. Enfim, All, o menino invisível é dedicado especialmente a um público infantil, porém, com certeza, está plenamente apto a se fazer interessante a outras faixas, quer pelos seus...
Liberdade plena é o que nos proporciona, em síntese, Livre Voo Livre. Como um potro selvagem, livre de quaisquer amarras, com ele, deparamo-nos com os mais diversos tipos de composição, as mais distintas abordagens, os mais diferentes enfoques, destarte permitindo-se ao leitor as mais inusitadas viagens, inclusive ao sonho, ao devaneio. Também fica muito fácil, conforme o tema abordado, cada um encontrar, a cada instante, um pouco de si mesmo, de sua infância, de sua família, de seus amores, de sua história, de fatos de seu cotidiano, de sua vida. Aos professores de Português sobejam exemplos vários para os mais diversos tópicos abordados em suas aulas, mormente no que tange à versificação, à poética, aos tipos de composição literária, à análise estilística, às figuras

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